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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Resumo RCNEI III

RESUMO RCNEI III

Movimento

Introdução

O movimento é uma importante dimensão do desenvolvimento e da cultura humana. As crianças se movimentam desde que nascem, adquirindo cada vez maior o controle sobre seu próprio corpo, engatinham, caminham, manuseiam objetos, correm, saltam, brincam, etc.
O movimento humano é portanto o mais simples deslocamento do corpo no espaço.
Esses movimentos incorporam-se aos comportamentos dos homens, resultam das interações sociais e da relação do homem com o meio. Sua multiplicidade, funções e manifestações do ato motor, propicia um amplo aspecto da motricidade das crianças, abrangendo posturas corporais bem como outras atividades cotidianas.

A criança e o movimento

As diversidades de práticas pedagógicas caracterizam diferentes concepções quanto ao sentido e funções atribuídas ao movimento cotidiano das creches, pré-escolas, e instituições. Além do objetivo disciplinar á também o objetivo pessoal e social. Para uma criança pequena o movimento significa muito mais do que mexer partes do corpo ou deslocar-se no espaço, o ato motor faz-se presente em suas funções expressivas, pode-se dizer que no inicio do desenvolvimento predomina a dimensão subjetiva da motricidade com a interação do seu meio social. Somente aos poucos que se desenvolve a dimensão objetiva que corresponde as competências instrumentais, para agir sobre o espaço e o meio físico.
O bebê muitas vezes se mexe descontroladamente, determinado a torcer o corpo, isso pode significar que o bebê esta com cólica, assim a primeira função do ato motor esta ligado a expressão. Esta expressão continua com as adultas de uma forma freqüente. Exemplo: é como os gestos podem ser utilizados, pra pontuar a fala, por meio de movimentos das mãos e do corpo, o manuseio de objetos também são específicos na atividade cotidiana como, lápis, bolas, cordas, etc.
Na Educação Infantil, os jogos, os brinquedos, a dança e as práticas esportivas, revelam por seu lado a cultura corporal de cada grupo social, influenciando a questão motora da criança. Assim muitas instituições estão investindo cada vez mais neste tipo de atividade, fazendo parte da rotina escolar e incorporando os diferentes significados que lhe são atribuídos.

Primeiro ano de vida

Nessa fase predomina a dimensão subjetiva do movimento, o diálogo afetivo que se estabelece com o adulto, caracterizando pelo toque corporal, manipulação de voz, expressão de sentido constituem um espaço de aprendizagem, a criança imita e cria suas reações. Antes de aprender a andar, a criança pode desenvolver formas alternativas de locomoção como arrastar-se ou engatinhar, essas ações permitem que o bebê descubra os limites do próprio corpo. Com o primeiro ano vem a conquista do gesto de preensão, locomoção e equilíbrio, isso oferece a criança a exploração de espaço, manipulação de objetos e realizar atividades diversificadas e desafiadoras.

Crianças de um a três anos

Logo que aprende a andar, a criança se diverte com a independência e por uma maior disponibilidade das mãos a coordenação motora é mais segura possibilitando a manipulação de objetos. Outro aspecto é o desenvolvimento dos gestos simbólicos, tanto na função indicativa que é o pintar, apontar, dar tchau, etc. Como no faz-de-conta, colocando os braços na posição de ninar, as balançam fazendo de conta que estão embalando uma boneca.
No plano de consciência corporal, nessa idade a criança começa a conhecer a imagem de seu corpo e, suas características físicas que é fundamental para a construção de sua identidade, o educador pode organizar o ambiente com materiais que propiciam essa descoberta, os segurando e valorizando suas atividades cotidianas.

Crianças de quatro a seis anos

Nessa faixa etária constata-se uma ampliação do repertório de gestos instrumentais, como recortar, colar, encaixar peças, etc. Além disso permanece a tendência lúdica da motricidade, sendo comum a criança ter atenção desviada para vários brinquedos ao mesmo tempo.
Gradativamente seu movimento se reflete na capacidade de planejar antecipações ou seja, pensar antes de agir, assim a criança planeja seu próprio movimento. O maior controle sobre a própria ação resulta em diminuição da impulsividade motora que predomina quando bebê.
As práticas culturais oferecidas pelo meio desenvolve capacidades e constrói repertórios próprios, como habilidade de subir em árvores, escalar, pular distâncias, etc., devida a essa variedade de cultura a criança se torna privilegiada em seu desenvolvimento, podendo o professor com isso propor atividades em que a criança de forma mais sistemática descubra ainda mais seus sinais vitais e de alterações como a respiração, os batimentos cardíacos e sentimentos que podem ser trabalhados como experiências vencidas por meio do ambiente.

Orientações gerais - conclusão

É muito importante que o professor perceba os diversos significados que pode ter a atividade motora para as crianças, contribuindo para que ela tenha uma percepção adequada de seus recursos corporais. A organização do ambiente, dos materiais e do tempo visam auxiliar e devem ser amplos o suficiente para acolher as manifestações da motricidade infantil, para poder organizar e avaliar se a criança esta se desenvolvendo ou não perante os demais, principalmente nos berçários, onde a atenção deve ser redobrada

Música


O objetivo da música para crianças de 0 a 3 anos é ouvir, perceber e diferenciar os diversos sons através da brincadeira, imitação e reprodução musical.
Já para crianças de 4 a 6 anos o objetivo é basicamente explorar e identificar elementos da música, perceber, expressar sensações, sentimentos e pensamentos utilizando composições e interpretações musicais.

O conteúdo trabalhado na educação infantil deverá respeitar o nível de percepção e o desenvolvimento das crianças em cada fase.
De 0 a 3 anos a prática musical poderá ocorrer por meio de atividades lúdicas. Ex: explorando, expressando e produzindo silêncio e sons com a voz, corpo e materiais diversos, também através de interpretação de música e canções diversas com a participação em brincadeiras e jogos cantados e rítmicos.
De 4 a 6 anos pode-se ampliar os trabalhos desenvolvidos incluindo a reflexão sobre aspectos referentes aos elementos da linguagem musical. Ex: alturas (graves ou agudos), duração (curtos ou longos), intensidade (fracos ou fortes) e timbre (característica que distingue cada som)Trabalhando jogos e brincadeiras que envolvam dança, improvisação musical e repertório de canções afim de desenvolver memória musical.

Orientação didática para o trabalho com crianças de 0 a 3 anos deve utilizar a música no cotidiano, porém não esquecer da importância do silêncio pois através dele que se percebe os sons. O trabalho com a música deve ser através da escuta de várias musicas utilizando canções e movimentos corporais. Já com crianças de 4 a 6 anos o trabalho com música pode ser mais detalhado. Podemos trabalhar com diversas músicas como estrangeiras, culturais e diversos gêneros musicais. Um muito interessante é as músicas regionais.
Trabalhar com música sem letra também é muito interessante, pois abre a possibilidade de trabalhar com outras maneiras, as crianças podem perceber, sentir, ouvir deixando ser guiado pela música e imaginação.
É importante, também, um conhecimento sobre as obras ouvidas, seus compositores, para iniciar conhecimento sobre produção musical.


De 0 a 3 anos se avalia a atenção de ouvir, responder, imitar e a capacidade de expressão pela voz e corpo. A avaliação realizada de 4 a 6 anos é pela utilização da linguagem expressiva e a consciência do valor da comunicação por meio da voz , do corpo e dos instrumentos musicais.

Artes Visuais

Introdução:

As Artes Visuais expressam, comunicam e atribuem sentidos a sensações, sentimentos, pensamentos e realidade por vários meios, dentre eles; linhas formas, pontos, etc.
As Artes Visuais estão presentes no dia-a-dia da criança, de formas bem simples como: rabiscar e desenhar no chão, na areia, em muros, sendo feitos com os materiais mais diversos, que podem ser encontrados por acaso.
Artes Visuais são linguagens, por isso é uma forma muito importante de expressão e comunicação humanas, isto justifica sua presença na educação infantil.

Presença das Artes Visuais na Educação Infantil:
Idéias e práticas correntes.

A presença das Artes Visuais na Educação Infantil, com o tempo, mostra o desencontro entre teoria e a prática. Em muitas propostas as Artes Visuais são vistas como passatempos sem significado, ou como uma prática meramente decorativa, que pode vir a ser utilizada como reforço de aprendizagem em vários conteúdos.
Porém pesquisas desenvolvidas em diferentes campos das ciências humanas trouxeram informações importantes sobre o desenvolvimento da criança, em seu processo criador e sobre as artes das várias culturas. Essas informações trouxeram uma enorme contribuição para a valorização da produção infantil, mesmo assim a revolução que admitia a necessidade e a capacidade da expressão artística, virou “um deixar fazer” sem intervenção, onde a criança não evoluía muito.
Questionando a visão da livre expressão em que educação artística era automática nos processos de desenvolvimento, surge um movimento que constatou que este desenvolvimento artístico é resultado de formas complexas de aprendizagem.
A arte, desde cedo, influência a criança através de sua cultura, apesar de ser possível identificar espontaneidade e autonomia na exploração e no fazer artístico das crianças, seus trabalhos revelam: o local, a época histórica em que vivem suas oportunidades e idéias.
A criança tem sua própria visão, idéias e interpretações sobre a produção de arte e o fazer artístico; por meio de vários aspectos; fazer artístico que é a exploração, apreciação que é percepção do sentido que objeto propõe e da reflexão que é um pensar sobre todos os conteúdos do objeto artístico que se manifesta em sala.
O desenvolvimento da imaginação, expressão, sensibilidade entre outras podem vir a ocorrer na arte.

A criança e as Artes Visuais

O Trabalho com as Artes Visuais na Educação Infantil é muito importante, no que se refere ao respeito das peculiaridades e esquemas do conhecimento próprio a cada faixa etária e nível de desenvolvimento. Isso significa, que o pensamento, a sensibilidade, a imaginação, a percepção, a intuição e a cognição devem ser trabalhadas de forma integrada, favorecendo o desenvolvimento das capacidades criativas das crianças.
No processo de aprendizagem em artes visuais a criança traça um percurso de criação e construção individual. E no fazer artístico e no contato com os objetos de arte que parte significativa do conhecimento em artes visuais acontece. No decorrer deste processo, o prazer é o domínio do próprio fazer artístico, da simbolização e da leitura de imagem. Os símbolos apresentam o mundo sócio-cultural. E através da pintura, moldagem, construção tridimensional, colagens etc. O desenvolvimento progressivo do desenho implica mudanças significativas que no início, dizem respeito à passagem dos rabiscos iniciais da garatuja para construções cada vez mais ordenadas, fazendo surgir os primeiros símbolos.
Essa passagem é possível graças as interações da criança com o ato de desenhar e com desenhos de outras pessoas.
Na garatuja a criança tem como hipótese que o desenho é simplesmente uma ação sobre uma superfície. No decorrer do tempo, as garatujas que refletiam sobre tudo o prolongamento dos movimentos rítmicos de ir e vir transformam-se em formas definidas que apresentam maior ordenação e podem estar se referindo os objetos naturais, objetos imaginários, ou mesmo a outros desenhos.
Enquanto desenham ou criam objetos também brincam de “faz-de-conta” e verbalizam narrativas que exprimem suas capacidades imaginativas. Ela cria e recria individualmente formas expressivas, integrando percepção, imaginação, reflexão e sensibilidade, que podem então ser apropriadas pelas leituras simbólicas de outras crianças e adultos.


Objetivos de 0 a 3 anos

A instituição deve organizar sua prática em torno da aprendizagem em arte, garantindo oportunidades para que as crianças sejam capazes de:
Ampliar o conhecimento de mundo que possuem, manipulando diferentes objetos e materiais, explorando suas características, propriedades e possibilidades de manuseio e entrando em contato com formas diversas de expressões artísticas;
Utilizar diversos materiais gráficos e plásticos sobre diferentes superfícies para ampliar suas possibilidades de expressão e comunicação.

Objetivos de 4 a 6 anos

Para esta fase, os objetivos estabelecidos deveram garantir oportunidades para que as crianças sejam capazes de:

Interessar-se pelas próprias produções, pelas de outras crianças e pelas diversas obras artísticas (regionais, nacionais ou internacionais) com as quais entrem em contato, ampliando seu conhecimento do mundo e da cultura;
Produzir trabalhos de artes, utilizando a linguagem do desenho, da pintura, da moldagem, da colagem, da construção, desenvolvendo o gosto, o cuidado e o respeito pelo processo de produção e criação.
Os conteúdos são organizados em dois blocos que visam oferecer visibilidade as especificidades da aprendizagem em artes.


Crianças de 0 a 3 anos

Exploração e manipulação de materiais como lápis e pincéis de meios como tinta, água, areia e de variados suportes gráficos, como jornal, papelão, madeiras etc.
Exploração e conhecimento de diferentes movimentos gestuais, visando a produção de marcas gráficas.
Cuidado com o próprio corpo e dos colegas no contato com os suportes e materiais de artes.
Cuidado com os materiais e com os trabalhos e objetos produzidos individualmente ou em grupo.

Crianças de 4 a 6 anos

Criação de desenhos, pinturas, colagens, moldagens a partir da utilização dos elementos da linguagem das artes visuais: ponto, linha, forma, cor, volume, espaço, textura e exploração utilização de alguns procedimentos necessários para desenhar, pintar, e modelar.
Exploração e aprofundamento das possibilidades oferecidas pelos diversos materiais, instrumentos e suportes, necessários para o fazer artístico.
Exploração dos espaços bidimensionais e tridimensionais na realização de seus projetos artísticos.
Organização e cuidado com os materiais no espaço físico da sala.
Respeito e cuidado com os objetos, produzir individualmente e em grupo.
Valorização de suas próprias produções, das de outras crianças e da produção de arte em geral.

Segundo bloco: “Apreciação em Artes Visuais”

Crianças de 0 a 3 anos

Observação e identificação de imagens diversas.

Crianças de 4 a 6 anos

Conhecimento da diversidade de produções artísticas, como desenhos, pinturas, esculturas, construções, fotografias, colagens, ilustrações, cinema etc.
Apreciação das suas produções e das doa outros, por meio da observação e leitura de alguns dos elementos na linguagem plástica.
Observação dos elementos constituintes da linguagem visual: ponto, linha, forma, cor, volume, contrastes, luz, texturas.
Leitura de obras de arte a partir da observação, narração, descrição e interpretação de imagens e objetos.
Apreciação das Artes Visuais e estabelecimento de correlação com as experiências pessoais.

Didática

Crianças de 0 a 3 anos

Nesta faze o que tem valor é a utilização de instrumentos, materiais e suportes diversos, como lápis, pincéis, tintas, papéis, cola, etc; para a prática da arte, a partir do momento em que as crianças tenham condições motoras para o manuseio. As atividades devem ser bem dimensionadas e delimitadas no tempo.
Quanto à apreciação de imagens, deve-se proporcionar o maior número de materiais variados possível e que tenham significado para a criança.

Crianças de 4 a 6 anos

Para que as crianças nesta faixa etária possam criar suas produções, o professor deve oferecer oportunidades diversas para que elas se familiarizem com alguns procedimentos ligados aos materiais utilizados, os diversos tipos de suporte e par que possam pensar sobre os resultados obtidos.Sendo assim o trabalho deve ser organizado de forma a oferecer para as crianças a possibilidade de contato, uso e exploração de materiais.
Nesta fase ao trabalhar com leitura de imagens é importante elaborar perguntas que instiguem a observação, a descoberta e o interesse da criança.

Organização

Organização do Tempo

Deve-se respeitar as crianças em relação ao seu ritmo e interesse pelo trabalho, tempo de concentração, o prazer na realização, o professor deve ficar atento para redimensionar as atividades, em relação ao tempo ou própria atividade.
Pode ser apontadas três possibilidades de organização: atividades permanentes, as seqüenciais e os projetos.

Organização do Espaço

A organização da sala, a quantidade e a qualidade dos materiais presentes e sua disposição no espaço são determinantes paro o fazer artístico.

Avaliação

A avaliação tem que buscar entender o processo individual de cada criança, afastando julgamentos como feio ou bonito, certo ou errado, que assim sendo utilizados não auxiliam no processo educacional, os educandos devem ser observados constantemente e as observações registradas.
Em Artes Visuais a avaliação deve ser feita através de processos que tem como caráter de análise e reflexão sobre as produções das crianças, ou seja, a avaliação para criança deve especificar suas conquistas e as etapas do seu processo criativo.

Crianças de 0 a 3 anos

A avaliação é feita pela exploração de diferentes materiais e também de possibilidade de expressar-se por meio deste.

Crianças de 4 a 6 anos

Utilizam os desenhos, a pintura, a modelagem e outras formas de expressão plástica para representar, expressa-se e comunicar-se.

Eixo Comunicação Oral e Escrita

Objetivos de 0 a 3 anos

Participar de variadas situações de comunicação oral;
Interessar se pela leitura de histórias;
Familiarizar se com a escrita por meios de livros, revistas, história em quadrinhos.Etc...


Conteúdos de 0 a 3 anos


Uso da linguagem oral para conversar, relatar suas vivência e expressar desejos, vontades, necessidades. Participação em situações de leitura de diferentes gêneros feita pelos adultos. Participação em situações cotidianas nas quais se faz necessário o uso da escrita. Observação e manuseio de materiais impressos.


Orientações Didáticas

As diversas situações cotidianas que o adulto fala com/ou perto da criança, permitem que a criança conheça e apropria-se do universo discursivo.
O professor tem de manter sempre um diálogo com o bebê e criança.
O adulto tem de utilizar a fala de maneira clara sem infantilizar ou imitar o jeito da criança.
O Professor pode se apropriar de varias maneiras para estimular a linguagem em sala, através da música, do canto e a escuta de histórias.
O professor pode orientar os pais, para compartilhar essa nova descoberta da criança em casa.
O professor deve ampliar as condições da criança de manter-se no próprio texto falado. Para tanto, deve escutar a fala da criança, deixando-se desenvolver por ela.
O professor pode funcionar como apoio ao desenvolvimento verbal das crianças.
O professor tem um papel importante de “evocador” de lembranças.
A tarefa da educação infantil é ampliar e ser continente da fala das crianças para que ela se torne competente como falante.

Avaliações de 0 a 3 anos

A avaliação deve ser continua.
Deverá constituir-se em instrumento para a reorganização de objetos, conteúdos, procedimentos, atividades e como forma de acompanhar e conhecer cada criança e grupo. A observação cuidadosa sobre cada criança e sobre o grupo.
A expressividade do movimento e sua dimensão instrumental.
Experiências prioritárias para a aprendizagem do movimento realizada pelas crianças.

Objetivos de 4 a 6 anos

Ampliar suas possibilidades de comunicação e expressão.
Familiarizar-se com a escrita por meio de livros, revistas e outros textos.
Escutar textos lidos, pelo professor.
Interessar-se por escrever palavras e textos.
Reconhecer seu nome escrito.
Escolher os livros para ler e apreciar.

Conteúdos de 4 a 6 anos

Falar e Escutar; Práticas de Leitura; Práticas de Escrita.

Orientações Didáticas

Ambiente alfabetizador.
Promover situações de usos reais de leitura e escrita nas quais as crianças tenham a oportunidade de participar.
Preparar convites para as reuniões de pais.
Participação das crianças nos eventos de letramento.
Práticas de textos de literatura geral e infantil.
Escolha de um tema para trabalhar com projetos e objetivos.

Avaliação de 0 a 3 anos

A avaliação é um importante instrumento para que o professor possa obter dados sobre o processo de aprendizagem de cada criança.
A avaliação deve se dar de forma sistemática e contínua ao longo de todo o processo de aprendizagem.
As situações de avaliação devem se dar em atividades contextualizadas para que se possa observar a evolução das crianças. A observação é o principal instrumento para que o professor possa avaliar o processo de construção da linguagem pelas crianças.
São consideradas experiências prioritárias para as crianças de zero a três anos a utilização da linguagem oral para se expressar e a exploração de materiais escritórios. O professor pode também observar se a criança reconhece e utiliza gestos, expressões fisionômicas e palavras para comunicar-se e expressar-se; se constitui um repertório de palavras, frases e expressões verbais para fazer perguntas e pedidos; se é capaz de escutar historias e relatos com atenção e prazer etc.

Avaliação de 4 a 6 anos


Participação de conversas, utilizam diferentes recursos necessários ao diálogo, interessando-se pela leitura e para ouvir histórias.Ampliaram seu vocabulário, incorporando novas expressões e utilizando expressões de cortesia.Na leitura, as crianças pedem para que o professor leia, fazem comentário sobre o que leram e escutaram, recomendam a leitura que os interessou aos companheiros.
Quanto a Pratica de escrita e de produção de textos, se interessam por escrever seu nome e o nome das outras pessoas. Mesmo sem a exigência e que as crianças estejam alfabetizadas ao seis anos, todos os aspectos envolvidos no processo da alfabetização deve ser considerados.

Eixo Natureza e Sociedade

Objetivos de 0 a 3 anos

Explorar o ambiente, para que possa se relacionar com pessoas, estabelecer contato com pequenos animais, com plantas e com objetos diversos, manifestando curiosidade e interesse.

Objetivos de 4 a 6 anos

Interessar-se e demonstrar curiosidade pelo mundo social e natural, formulando perguntas, imaginando soluções, manifestando opiniões próprias e confrontando idéias;
Estabelecer algumas relações entre o modo de vida característico de seu grupo social e de outros grupos;
Estabelecer relações entre o meio ambiente e as formas de vida que ali se estabelecem.

Conteúdos de 0 a 3 anos

Participação em atividades que envolvam histórias, brincadeiras, jogos e canções que digam respeito às tradições culturais em geral;
Exploração de diferentes objetos e suas propriedades;
Contato com pequenos animais e plantas;
Conhecimento do próprio corpo por meio do uso e da exploração de suas habilidades.

Conteúdos de 4 a 6 anos

Organização dos grupos e seu modo de ser, viver e trabalhar;
Os lugares e suas paisagens;
Objetos e processos de transformação;
Os seres vivos;
Os fenômenos da natureza.

Orientação didática de 0 a 3 anos

A observação e a exploração do meio são as principais possibilidades das crianças aprenderem. As crianças devem ter liberdade para manusear e explorar os diferentes tipos de objeto.

Orientação didática de 4 a 6 anos

O professor deve partir de perguntas interessantes, em lugar de apresentar explicações, considerando os conhecimentos das crianças sobre o assunto;
As crianças também apresentam mais facilidade de aprendizado quando fazem coleta de dados com outras pessoas e/ou têm experiência direta com o meio.

Orientações Gerais para o professor

O professor deve partir de perguntas interessantes, em lugar de apresentar explicações, de passar conteúdos utilizando didáticas expositivas.
Leitura de imagens e objetos: as imagens produzidas pelos homens, como desenhos, mapas, fotografias, pinturas, filmagens, etc., além dos objetos, são recursos inestimáveis para obter inúmeras informações. É importante que a criança aprenda a “ler” esses objetos e imagens. Objetos antigos que pertencem às famílias, exposições de museus, vídeos, filmes, programas de televisão são poderosos recursos para se analisar como viveram pessoas de outras épocas e grupos sociais. Leitura de livros, revistas e enciclopédias também.


Avaliação de 0 a 3 anos

A criança deve participar de atividades que envolvam a exploração do ambiente imediato e a manipulação de objetos;
Nessa fase, o método de avaliação é a observação. O registro é a fonte de informação sobre as crianças, em seu processo de aprender, e sobre o professor, em seu processo de ensinar.

Avaliação de 4 a 6 anos

O professor deve desenvolver atividades variadas relacionadas a festas, brincadeiras, músicas e danças da tradição cultural da comunidade;
Devem ser promovidas situações significativas de aprendizagem para que as crianças exponham suas idéias e opiniões e devem ser oferecidas atividades que as façam avançar nos seus conhecimentos.


JOGOS E BRINCADEIRAS

Os momentos de jogo e de brincadeira devem se constituir em atividades

permanentes nas quais as crianças poderão estar em contato também com temas relacionados

ao mundo social e natural. O professor poderá ensinar às crianças jogos e brincadeiras de

outras épocas, propondo pesquisas junto aos familiares e outras pessoas da comunidade e/

ou em livros e revistas. Para a criança é interessante conhecer as regras das brincadeiras de

outros tempos, observar o que mudou em relação às regras atuais, saber do que eram feitos

os brinquedos etc.

OBSERVAÇÃO, REGISTRO E

AVALIAÇÃO FORMATIVA

O momento de avaliação implica numa reflexão do professor sobre o processo de aprendizagem. A avaliação não se dá somente no momento final do trabalho, é tarefa permanente do professor. A prática de observar as crianças indica caminhos para selecionar conteúdos e propor desafios. O registro é o acervo de conhecimentos do professor que lhe possibilita avaliar as crianças propondo novos encaminhamentos. Com as atividades praticadas elas poderão conhecer e aprender a valorizar sua cultura.

Eixo Matemática

A CRIANÇA E A MATEMÁTICA

As noções matemáticas (contagem, relações quantitativas e espaciais etc.) são

construídas pelas crianças a partir das experiências proporcionadas pelas interações com o

meio, pelo intercâmbio com outras pessoas que possuem interesses, conhecimentos e

necessidades que podem ser compartilhados. As crianças têm e podem ter várias

experiências com o universo matemático e outros que lhes permitem fazer descobertas,

tecer relações, organizar o pensamento, o raciocínio lógico, situar-se e localizar-se

espacialmente. Configura-se desse modo um quadro inicial de referências lógicomatemáticas

que requerem outras, que podem ser ampliadas. São manifestações de

competências, de aprendizagem advindas de processos informais, da relação individual e

cooperativa da criança em diversos ambientes e situações de diferentes naturezas, sobre as

quais não se tem planejamento e controle. Entretanto, a continuidade da aprendizagem

matemática não dispensa a intencionalidade e o planejamento. Reconhecer a potencialidade

e a adequação de uma dada situação para a aprendizagem, tecer comentários, formular

perguntas, suscitar desafios, incentivar a verbalização pela criança etc., são atitudes

indispensáveis do adulto. Representam vias a partir das quais as crianças elaboram o

conhecimento em geral e o conhecimento matemático em particular.

Deve-se considerar o rápido e intenso processo de mudança vivido pelas crianças

nessa faixa etária. Elas apresentam possibilidades de estabelecer vários tipos de relação

(comparação, expressão de quantidade), representações mentais, gestuais e indagações,

deslocamentos no espaço.

Diversas ações intervêm na construção dos conhecimentos matemáticos, como recitar

a seu modo a seqüência numérica, fazer comparações entre quantidades e entre notações

numéricas e localizar-se espacialmente. Essas ações ocorrem fundamentalmente no convívio

social e no contato das crianças com histórias, contos, músicas, jogos, brincadeiras etc.

As respostas de crianças pequenas a perguntas de adultos que contenham a palavra

“quantos?” podem ser aleatoriamente “três”, “cinco”, para se referir a uma suposta

quantidade. O mesmo ocorre às perguntas que contenham “quando?”. Nesse caso, respostas

como “terça-feira” para indicar um dia qualquer ou “amanhã” no lugar de “ontem” são

freqüentes. Da mesma forma, uma criança pequena pode perguntar “quanto eu custo?” ao

subir na balança, no lugar de “quanto eu peso?”. Esses são exemplos de respostas e perguntas

não muito precisas, mas que já revelam algum discernimento sobre o sentido de tempo e

quantidade. São indicadores da permanente busca das crianças em construir significados,

em aprender e compreender o mundo.

À medida que crescem, as crianças conquistam maior autonomia e conseguem levar

adiante, por um tempo maior, ações que tenham uma finalidade, entre elas atividades e

jogos. As crianças conseguem formular questões mais elaboradas, aprendem a trabalhar

diante de um problema, desenvolvem estratégias, criam ou mudam regra de jogos, revisam

o que fizeram e discutem entre pares as diferentes propostas.

Objetivos de 0 a 3 anos

Proporcionar oportunidades para que as crianças desenvolvam a capacidade de:
Estabelecer aproximações de algumas noções matemáticas presente em seu cotidiano como contagem e relações espaciais.

Conteúdo de 0 a 3 anos

A seleção de conteúdos matemáticos é importante na aprendizagem. Deve saber que:
Aprender matemática é um processo contínuo no quais as crianças estabelecem relações nas observações, e ações que fazem, desde cedo no seu ambiente físico e sócio cultural.
A construção de competência matemática pela criança ocorre no desenvolvimento de inúmeras outras naturezas diferentes como, comunicar-se oralmente, desenhar, ler, escrever, movimentar-se, cantar etc.
Contagem oral, noção de quantidade, de tempo e de espaço em jogos, brincadeiras e músicas junto com o professor e nos diversos contextos nos quais as crianças reconheçam essa utilização como necessária.
Manipulação e exploração de objetos e brinquedos, em situações organizadas de forma a existirem quantidades individuais suficientes para que cada criança possa descobrir as características principais e suas possibilidades associativas: empilhar, rolar, transvasar, encaixar etc.

Orientação didática de 0 a 3 anos

As situações cotidianas oferecem oportunidades privilegiadas para o trabalho com a especificidade das idéias matemáticas.
As festas, as histórias e principalmente, os jogos e as brincadeiras permitem a familiarização com elementos espaciais e numéricos, sem imposição.
As situações deveriam ter um caráter múltiplo para que as crianças possam interessar-se fazer relações sobre várias áreas e comunica-las.
As modificações no espaço a construção de diferentes circuitos de obstáculo com cadeiras, mesas, pneus e panos por onde as crianças possam engatinhar ou andar-subindo, descendo, passando por dentro, por cima, por baixo.
As brincadeiras de construir torres, pistas para carrinhos e cidades, com blocos de madeira de encaixe, possibilitam representar o espaço numa outra dimensão.
O faz de conta das crianças pode ser enriquecido organizando-se espaços próprios com objetos e brinquedos que contenham números, como telefone, máquina de calcular, relógio, etc.
A situação de festa de aniversário pode constituir-se em momentos ricos de aproximação com a função dos números.O professor pode organizar junto com as crianças um quadro de aniversariantes, contendo a data do aniversário e a idade de cada criança.
As crianças por volta dos dois anos já podem, com ajuda do professor, contar quantos dias faltos para seu aniversário.
Pode-se organizar um painel com pesos e medidas das crianças para que elas observem suas diferenças.
O folclore brasileiro é fonte riquíssima de cantigas e rimas infantis envolvendo contagem e números, que podem ser utilizadas como forma de aproximação com a matemática oral.

Avaliação de 0 a 3 anos

Toda avaliação feita incide sobre os progressos apresentados pela criança.
As experiências prioritárias nessa faixa etária são os contatos com os números e a exploração do espaço. Para isso, é preciso que as crianças participem de situações nas quais sejam utilizadas as contagens orais, referencias espaciais e temporais.
Criar condições para que as crianças engatinhem, arrastem-se, pulem... Explorando o máximo seus espaços.

Objetivos de 4 a 6 anos

Aprofundar e ampliar o trabalho para a faixa etária de 0 a 3 anos, garantindo oportunidades para que sejam capazes de:
Reconhecer e valorizar os números, as operações numéricas, as contagens orais e as noções espaciais como ferramentas necessárias no seu cotidiano.
Comunicar idéias matemáticas, hipóteses, processos utilizados e resultados encontrados em situações-problemas relativas a quantidades, espaço físico e medida, utilizando a linguagem oral e matemática.
Ter confiança em suas próprias estratégias e na capacidade para lidar com situações matemáticas nova, utilizando o seu conhecimento prévio.

Conteúdos de 4 a 6 anos

Os conteúdos nessa faixa etária estão organizados em três blocos: “Números e sistemas de numeração”, “Grandezas e medidas” e “Espaço e forma”.
A contagem é realizada de forma diversificada pelas crianças, com um significado que se modifica conforme o contexto.
Propor para as crianças problemas relativos à contagem de diversas formas.
Os procedimentos indispensáveis para a compreensão do significado da notação numérica para a criança é ler os números, compará-los e ordená-los.
Para as crianças, os aspectos relevantes da numeração são os que fazem parte de suas vidas cotidianas.
As crianças podem pesquisar as informações numéricas de cada membro de seu grupo: idade, número do sapato, número da roupa, altura, peso, etc.
O cálculo é, portanto, aprendido junto com a noção de número e a partir do seu uso em jogos e situações-problema.
Pode-se propor para as crianças de cinco e seis anos situações em que tenham de resolver problemas aritméticos e não contas isoladas.
Exploração de diferentes procedimentos para comparar grandezas.
Introdução às noções de medida de comprimento, peso, volume e tempo, pela utilização de unidades convencionais e não convencionais.
Marcação do tempo por meio de calendários.
Experiências com dinheiro em brincadeiras ou em situações de interesse das crianças.
Explicitação e representação da posição de pessoas e objetos, utilizando vocabulários pertinente nos jogos, nas brincadeiras e nas diversas situações nas quais as crianças considerarem necessário essa ação.
Exploração e identificação de propriedades geométricas de objetos e figuras, como formas, tipos de contornos e objetos, bidimensionais, tridimensionais, faces planas, lados retos, etc.
Identificação de pontos de referencia para situar-se e deslocar-se no espaço.
Descrição e representação de pequenos percursos e trajetos, observando pontos de referência.

Orientação didática de 4 a 6 anos

Com os números e os sistemas de numeração, o contato e a utilização desses conhecimentos podem ocorrer em problemas cotidianos, no ambiente familiar, em brincadeiras, nas informações que lhes chegam pelos meios de comunicação.
Na contagem podem ser usados os jogos de esconder ou de pega, nos quais um dos participantes deve contar, enquanto espera os outros se posicionarem; brincadeiras e cantigas que incluem diferentes formas de contagem.
Na notação e escrita numéricas, os números podem ser lidos, comparados e ordenados, através de histórias, quando a leitura do índice e da numeração das páginas são incluídos. Histórias em capítulos, coletâneas e enciclopédias são muito interessantes nesse processo. Em álbuns de figurinhas, pode ser pedido que antecipem a localização da figurinha no álbum ou, se abrindo em determinada página, que folhem o álbum para frente ou para trás. O uso de calendários, marcando os dias ou escrevendo a data na lousa; fazer contagem para datas importantes como aniversário das crianças, data de passeio, etc. Pesquisa das informações numéricas de cada membro do grupo, como idade, número de sapato e roupa, peso, altura, etc. , fazendo um tabela e criando problemas de comparação.
Jogos de baralho, de adivinhação ou que utilizem dados, considerando o antecessor e o sucessor.
Nas operações pode ocorrer a realização de estimativas, propiciando que as crianças comparem, juntem, separem, combinem grandezas ou transformem dados numéricos.
Com as grandezas e medidas, o professor pode propor situações-problemas em que a criança possa ampliar, aprofundar, e construir novos sentidos para seus conhecimentos. Atividades de culinária envolvem diferentes unidades de medida, como o tempo de cozimento e a quantidade dos ingredientes. Comparação de comprimento, pesos e capacidades, marcação de tempo e a noção de temperatura.
As medidas podem ser feitas pelos meios convencionais, como balança, fita métrica, régua, ou por meios não convencionais, como passos, pedaços de barbante ou palitos. O dinheiro possui várias finalidades didáticas, como fazer trocas, comparar valores, fazer operações, resolver problemas e visualizar características da representação dos números naturais e dos números decimais.
No espaço e formas, colocar desafios que dizem respeito ás relações habituais das crianças com o espaço, como construir, deslocar-se, desenhar, etc. Trabalho de formas geométricas por meio da observação de obras de arte, de artesanato de construções de arquitetura, pisos, mosaicos, vitrais de igrejas, ou ainda formas da natureza, como flores, folhas, casas de abelha, teias de aranha, etc. Observação de pontos de referência que as crianças adotam, a sua noção de distancia, de tempo, propor jogos em que precisem se movimentar ou movimentar um objeto no espaço.
Desenhar objetos a partir de diferentes ângulos de visão, como visto de cima, de baixo, de lado, e propor representações tridimensionais, como construções com blocos de madeira, maquetes, painéis. O uso de figuras, desenhos, fotos e certos tipos de mapas para a descrição e representação de caminhos, itinerários, lugares, localizações, etc.

Avaliação de 4 a 6 anos

É importante observar se as crianças utilizam a contagem de forma espontânea para resolver diferentes situações que lhe são apresentadas em seu cotidiano.
Nessa faixa etária, espera-se que as crianças utilizem conhecimentos da contagem oral, registrem quantidades de forma convencional ou não convencional e comuniquem posições relativas à localidade de pessoas ou objetos.
O professor deverá acompanhar os avanços que elas adquirem na contagem.

ORIENTAÇÕES GERAIS PARA O PROFESSOR

Jogos e brincadeiras

Às noções matemáticas abordadas na educação infantil correspondem uma variedade

de brincadeiras e jogos, principalmente aqueles classificados como de construção e de

regras.

Vários tipos de brincadeiras e jogos que possam interessar à criança pequena

constituem-se rico contexto em que idéias matemáticas podem ser evidenciadas pelo adulto

por meio de perguntas, observações e formulação de propostas. São exemplos disso cantigas,

brincadeiras como a dança das cadeiras, quebra-cabeças, labirintos, dominós, dados de

diferentes tipos, jogos de encaixe, jogos de cartas etc.

Os jogos numéricos permitem às crianças utilizarem números e suas representações,

ampliarem a contagem, estabelecerem correspondências, operarem. Cartões, dados,

dominós, baralhos permitem às crianças se familiarizarem com pequenos números, com a

contagem, comparação e adição. Os jogos com pistas ou tabuleiros numerados, em que se

faz deslocamento de um objeto, permitem fazer correspondências, contar de um em um,

de dois em dois etc. Jogos de cartas permitem a distribuição, comparação de quantidades,

a reunião de coleções e a familiaridade com resultados aditivos. Os jogos espaciais permitem

às crianças observarem as figuras e suas formas, identificar propriedades geométricas dos

objetos, fazer representações, modelando, compondo, decompondo ou desenhando. Um

exemplo desse tipo de jogo é a modelagem de dois objetos em massa de modelar ou argila,

em que as crianças descrevem seu processo de elaboração.

Pelo seu caráter coletivo, os jogos e as brincadeiras permitem que o grupo se estruture,

que as crianças estabeleçam relações ricas de troca, aprendam a esperar sua vez, acostumemse

a lidar com regras, conscientizando-se que podem ganhar ou perder.

Observação, registro e avaliação formativa

Considera-se que a aprendizagem de noções matemáticas na educação infantil esteja

centrada na relação de diálogo entre adulto e crianças e nas diferentes formas utilizadas

por estas últimas para responder perguntas, resolver situações-problema, registrar e

comunicar qualquer idéia matemática. A avaliação representa, neste caso, um esforço do

professor em observar e compreender o que as crianças fazem, os significados atribuídos por elas aos elementos trabalhados nas situações vivenciadas. Esse é um processo relacionado com a observação da criança nos jogos e atividades e de seu entendimento sobre diferentes domínios que vão além da própria Matemática.

A partir do que observa, o professor deverá propor atividades para que as crianças

avancem nos seus conhecimentos.

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